quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Mal que eu não quero, esse eu faço

"Porque o que faço näo o aprovo; pois o que quero isso näo faço, mas o que aborreço isso faço.E, se faço o que näo quero, consinto com a lei, que é boa.De maneira que agora já näo sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, näo habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas näo consigo realizar o bem.Porque näo faço o bem que quero, mas o mal que näo quero esse faço.Ora, se eu faço o que näo quero, já o näo faço eu, mas o pecado que habita em mim.Acho entäo esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado." Romanos 7: 15-25.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

As visitas de Claudia

Buenas!!!

Aqui vai um trecho do livro "Onde está Deus quando chega a dor?" de Philip Yancey, o qual estou lendo e sendo bastante edificado. Digamos que eu acredito ser esta a melhor parte do livro.

Segue abaixo:

"No princípio, Claudia esperava consolo e conforto de seus amigos cristãos. Suas visitas, porém, tornaram-se desconcertantes, não consoladoras.
Um diácono da Igreja aconselhou-a solenemente a refletir sobre o que Deus estava procurando ensinar-lhe.
- Certamente deve haver alguma coisa em sua vida que desagrada a Deus - disse ele. - Você deve ter deixado de fazer a vontade dele em algum ponto. Essas coisas não acontecem por acaso. Deus utiliza as circunstâncias para nos alertar e punir. O que será que ele está querendo lhe dizer?
Dias depois, Claudia ficou surpresa ao ver uma senhora da igreja que mal conhecia. Era evidente que aquela senhora gorducha e um tanto desmiolada pensava que sua vocação era ser "chefe de torcida" das visitas aos doente. Trouxe flores, cantou hinos batendo palmas e recitou alegres salmos sobre lindos riachos e montanhas. Sempre que Claudia tentava falar de sua doença ou do prognóstico, a mulher rapidamente mudava de assunto. Queria afastar o sofrimento com entusiasmo e boa vontade. Ela, porém, fez apenas uma visita. Depois de um tempo, as flores murcharam, os hinos pareceram dissonantes, e Claudia ali estava face a face com outro dia de dor.
Veio outra mulher, fiel seguidora dos pregadores da televisão que curam pela fé. Irradiando confiança, assegurou a Claudia que a única solução era buscar a cura divina. Quando Claudia lhe contou sobre o conselho do diácono, a mulher quase explodiu.
- A doença jamais é da vontade de Deus! - exclamou ela. - É o que a Bíblia diz. O Diabo nos rodeia, como leão ruge, mas Deus a livrará, se você tiver fé suficiente para acreditar que será curada. Lembre-se, Claudia, De que a fé pode remover montanhas, inclusive a doença de Hodgkin. Simplesmente nomeie sua promessa, com fé, e então reinvidique a vitória.
Nas manhãs seguintes, Claudia tentou "aumentar" sua fé enquanto permanecia deitada na estéril sala de tratamento de cobalto. Ela se perguntava se havia entendido o procedimento. Não questionava o poder sobrenatural de Deus, mas como convencê-lo de sua sinceridade? A fé não era como um músculo que pudesse ser aumentado pelo exercício. Era algo escorregadio, teórico, difícil de alcançar. A questão de aumentar a fé pareceu-lhe terrivelmente cansativa, e jamais conseguiu descobrir como empreender tal tarefa.
outra senhora, talvez a mais "espiritual" da igreja de Claudia, trouxe alguns livros sobre louvar a Deus por tudo que acontece.
- Claudia, você precisa chegar ao ponto de poder dizer: "Deus, eu te amo por me fazeres sofrer desta maneira. É a tua vontade. Tu sabes o que é melhor para mim. Eu te louvo por me amares de tal modo que permites esta experiência. Agradeço-te todas as coisas, inclusive esta".
Ao meditar sobre o que a senhora dissera, a mente de Claudia encheu-se de imagens horríveis e cruéis de Deus. Imaginou um gigante, tão grande quanto o universo, que tinha prazer em esmagar entre os dedos as pobres criaturas humanas, pulverizando-as com os punhos e arremessando-as contra pedras pontiagudas. Esses seres humanos continuavam a ser torturados até que gritassem: "Deus, eu te amo por estares fazendo isso comigo!". Essa idéia lhe era repulsiva. Claudia não podia adorar nem amar a um Deus assim.
outro visitante, o pastor de sua igreja, fez com que ela sentisse que estava cumprindo uma missão. Ele lhe disse:
- Você Claudia, tem o privilégio de sofrer por Cristo, e ele a recompensará. Deus a escolheu por causa de sua grande força e integridade, assim como escolheu Jó. Ele a está usando como exemplo. A fé que outros têm pode aumentar por causa de sua atitude. Deve sentir-se privilegiada, não amargurada. O que vemos como adversidade, Deus vê como oportunidade.
Ele lhe disse que pensasse em si como uma estrela do atletismo e encarasse a adversidade como uma série de obstáculos que deveria saltar em seu caminho para a vitória numa corrida.
Algumas vezes, com pena de si mesma, o pensamento de ser uma privilegiada mártir encantava Claudia. Outras vezes, quando as dores aumentavam, num crescendo interminável, quando a comida era dolorosamente vomitada, quando via seu rosto envelhecer, Claudia clamava: "Deus, por que eu? Há milhões de cristãos mais fortes e mais retos do que eu. Não poderias ter escolhido um deles?". Ela, de fato, não se sentia como uma estrela do atletismo, e perguntava por que Deus deliberadamente colocava obstáculos no caminho de alguém que ele amava.
Eu também visitei Claudia e a encontrei desesperadamente confusa com todas essas palavras contraditórias. [...] Tive poucos conselhos a dar a Claudia naquele dia. na verdade, saí com mais perguntas ainda, Por que Claudia se lastimava numa cama de hospital, enquanto eu estava de pé, saudável ao seu lado? Algo dentro de mim se perturbava ao ouvi-la repetir os prontos comentários de seus visitantes. O cristianismo deverioa fazer quem sofre sentir-se ainda pior?"


Foi meio longo não é??

Mas você pode responder a pergunta do autor? E qual dos conselhos você daria a Claudia?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"Quando estou fraco então sou forte"

"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte." 2 Cor 12:9,10.

O sofrimento, a dor e a tribulação nos aperfeiçoam e nos tornam mais fortes. Não aprendemos nada quando tudo está indo bem, álias, aprendemos e crescemos em caráter e espiritualidade justamente quando estamos passando por alguma dificuldade. Mas por que isso acontece?

Justamente porque o segredo da vida é ser dependente.

Quando estamos levando uma vida de mar de rosas a nossa carne nos leva a crer que somos auto-suficientes e nos leva a esquecer que precisamos de Deus. Mas quando estamos na mais absoluta desolação o que nos resta somente é a fé.

Me recordo que quando estive mais forte espiritualmente foi em um momento de absoluta tribulação e desolação. Minha família e eu vivíamos pela fé e foram os dias mais maravilhosos de minha vida.


"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa." Mateus 5: 3-11.

O que Jesus disse nas bem-aventuranças não foi uma forma de consolo como a maioria pensa, mas sim afirmando que quem chora, quem sofre perseguição, quem tem sede de justiça é bem-aventurado ou em outras traduções, é feliz.

Então sejamos gratos a Deus pelos problemas, tribulações e dor, porque eles nos aperfeiçoam e nos tornam mais forte.

Vou terminar com uma frase de Martin Luther King

"Aquilo que não me destrói torna-me mais forte"

domingo, 25 de janeiro de 2009

Aceitar ou não aceitar o problema???

Estou lendo um livro muito interessante do Philip Yancey que se chama "Onde está Deus quando chega a dor?" e recomendo que busquem ler esse livro.

Existme dois capítulos no livro que mostram dois tipos de pessoas que sofreram um mesmo problema e que tiveram reações completamente diferentes.

BrianSternberg não aceitou a sua condição de tetraplégico e mesmo depois de 40 anos ele e sua família continuam a acreditar na cura divina e acreditam não ser a vontade de Deus que ele continue nesse estado. Sua crença em um Deus amoroso não os faz aceitar o problema de Brian e eles tem fé de que Brian será curado. Hoje ele dá palestras entre outras atividades

Joni Eareckson Tada aceitou a sua condição de tetraplégica, tirou lições e se aproximou de Deus e hoje também dá palestras, além de pintar e fazer cartões entre outras coisas.

Resumi duas situações para mostrar que o que importa não é a questão de aceitar ou não aceitar o problema ou a situação, mas sim se aproximar de Deus e manter a sua fé firme nEle.

Ambos acertaram aceitando ou não aceitando a situação. Porque não é uma questão de aceitar ou não aceitar, mas sim de aprender com o problema e se aproximar de Deus através dele.

sábado, 24 de janeiro de 2009

A padronização de Deus

"Deus age assim"

Umas das coisas mais comuns no ser humano é a padronização de Deus, segundo o que se entende sobre Ele: "Deus faz dessa maneira", isso é o que muitas vezes pensamos não aceitando que Ele faça de outra maneira. "Ele precisa fazer desse jeito, afinal, esse é o padrão dEle", pensamos.

O maior erro que podemos cometer na busca por entender Deus é querer padronizar o Seu comportamento. Álias, eu acredito ser a maior perda de tempo buscar entender aquilo que não é pra entender, no caso Deus. Nunca vou entende-lO, afinal Ele é Deus e a sua sabedoria é maior que o Universo e como o próprio Paulo diz, " a sabedoria deste mundo é loucura para Deus". Por esse motivo não entendo muito bem o que a teologia necessariamente me acrescentaria, mas não é sobre isso o assunto do post.

A realidade é que Deus não tem um comportamento padrão. É só observar a bíblia e verificar Deus agindo de várias e diversas maneiras e muitas vezes parece se contradizer.

Se observarmos os amigos de Jó então, cada um tinha uma visão diferente acerca de Deus. E Deus disse para eles "vocês não me conhecem, álias, vocês falaram o que não era reto sobre mim"(Jó 42:7).

Não padronizem Deus.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O que Ele quer de mim? Ou é o que eu quero dEle???

O que Deus quer de mim?
O que Ele quer que eu faça?
Qual o plano dEle para minha vida?

Acredito que todos os cristãos já fizeram essa pergunta e não obtiveram respostas conclusivas.

Sinceramente, essa questão dos planos e "sonhos" de Deus é complicada demais, porque geralmente o que pensamos ser a vontade de Deus não passa da nossa própria vontade. Nós evangélicos geralmente queremos ser um pastor famoso ou um cantora de um grupo de louvor e pensamos ser isto a vontade de Deus para nossas vidas. Mas a verdade é que queremos ser um(a) pastor(a) ou um(a) cantor(a) para satisfazer o nosso ego e ser reconhecido(a) por homens.

Analise o verdadeiro sentimento do seu coração em relação a ser "um grande homem de Deus" e você poderá observar que geralmente essa vontade está ligada ao ego e nada mais. Pergunte a si mesmo se você gostaria de ser um pastor ou cantor mas que não fosse reconhecido por ninguém. O sentimento/vontade continua?

Se a resposta é SIM então persevere nesse desejo, mas se a resposta for NÃO é melhor você analisar bem o tipo de cristianismo que anda trilhando.


Pense nisso!!!

sábado, 17 de janeiro de 2009

A hiprocrisia do dia-a-dia

A frase que eu mais ouço das pessoas, principalmente dos cristãos é a seguinte:

"Odeio hipocrisia"


Se odiamos a hipocrisia então por que a praticamos?

Você pode me perguntar "Mas onde eu sou hipócrita? Eu não sou hipócrita".

Você se diz cristão, por consequência segue tudo o que o cristianismo prega, ou ao menos os seus discursos são cristãos, mas as atitudes...

O cristianismo prega o amor ao próximo e ao inimigo. Você ama seu inimigo?
O cristianismo prega o "dar a outra face". Você dá a outra face?
O cristianismo prega o amor a Deus acima de todas as coisas. Você ama a Deus mais do que tudo?
O cristianismo prega a comunhão entre os irmãos. Você tem comunhão com seus irmãos?
O cristianismo prega que não se deve murmurar. Você não murmura?

Posso ficar a noite inteira aqui fazendo perguntas e mais perguntas e te mostrar o quanto você é hipócrita.

Eu estava conversando com o Carrara á respeito do amar o próximo como a nós mesmo. O que é amar como a nós mesmos?
Existem coisas em nossas vidas que sabemos que são desprezíveis, mas toleramos. Devemos tolerar as falhas das pessoas.
Por que então eu não tolero as falhas do meu irmão?

Somos cristãos de discurso, da boca pra fora, mas na essência somos muito parecidos com os fariseus.

"Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem" Mateus 23:3


Nem vou dizer que se fui confuso não foi por querer...hehehe



Que Deus nos abençoe!!!

Ps: Talvez eu fique um tempo sem internet, então, sem postagem =/